terça-feira, 2 de junho de 2009
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Racismo
A gente sempre costuma ouvir que, no Brasil, não há racismo. Eu até concordo com essa afirmação em parte. O racismo no Brasil é mais sutil do que a pura e simples aversão ao negro. Nosso racismo é estudado e cuidadoso. Contudo, nem por isso podemos tratar o racismo em nosso país como uma epidemia ou uma causa quase religiosa que mereça vingança e sangue para ser seguida.Se sou branco, descendente de europeus. E daí? O que as pessoas precisam entender é que raça (negra, branca, vermelha, amarela ou roxa) é algo apreciado e querido pelos estúpidos e ignorantes.
O preconceito contra o diferente (esse sim é forte e real) é o que move o preconceito “racial”. No Brasil esse preconceito é muito mais social do que propriamente em relação a cor da pele das pessoas. Se é para falar de raça; vamos então falar a verdade. Em nosso país os negros são uma raridade. Somos um país de mestiços. É exatamente aí que reside nossa força e nossa riqueza. As pessoas que tem preconceito racial em nosso país são uma minoria ignorante e atrasada. Ninguém que viva aqui pode atestar que sua árvore genealógica é pura. Nem mesmo os índios.
Fonte: http://www.visaopanoramica.com/2009/05/14/o-racismo-os-negros-os-brancos-e-os-espertos/
terça-feira, 26 de maio de 2009
Os inventores vindos
Trazidos à força para o Brasil, os negros aqui chegavam com a roupa do corpo. Quem embarcava em um navio negreiro sabia que a viagem seria longa. Para piorar, só de ida e sem bagagem. Mas a condição de pessoas de segunda categoria, a ausência quase completa de recursos, a ruptura com a terra natal, nada foi capaz de impedi-los de criar.
Escravizaram o corpo, mas não o pensamento. Na falta de objetos de suas culturas de origem, os negros sequer puderam copiar o que já faziam. Foram obrigados a inventar coisas completamente inéditas. A matéria-prima de seus inventos foram as crenças do candomblé. No Brasil, os negros fizeram da culinária e da habilidade em esculpir a prata as marcas de suas raízes africanas.
Os balangandãs são outro elemento típico dos escravos no Brasil. Balangandãs é o conjunto de penduricalhos de prata que as escravas usavam para prender a saia ou a canga. Além do papel decorativo, eles tinham um significado: marcavam o tempo que a negra era escrava. Registravam sua história.
Apesar de hábeis artesãos, os negros eram impedidos de trabalhar a prata, tida à época como nobre demais para eles. A proibição visava garantir a primazia aos prateiros portugueses, famosos pela técnica da "luz e sombra", que combina os tons mais claros e escuros do metal.
domingo, 17 de maio de 2009
Mais que competir

